Você apareceu e me encantou logo no primeiro momento. Sua maneira de falar comigo, o jeito carinhoso com que você me tratava, parecia ser alguém diferente, alguém que valia a pena. Você me falava sobre seus sofrimentos, que não tinha sorte no amor, que achava que não daria certo com ninguém. Eu acreditei em você, quis te consolar. Você me tocava com suas palavras, fazia com que eu quisesse estar perto de você. Quando você me abraçava, não queria mais sair de seus braços. Parecia algo mágico. Parecia que a felicidade, enfim, estava batendo na minha porta.


A vida nos prega peças engraçadas, quando menos esperamos, algo inesperado acontece. No meu caso, o que aconteceu foi você. Uma simples rede social, que as pessoas costumam utilizar apenas para compartilhar fotos, notícias ou opiniões. E foi nessa rede social que eu te encontrei. Foi por acaso, sem pretensão, que a nossa história surgiu.
Não imaginava que um mês poderia mudar tanto minha vida. Você surgiu e a minha vida mudou. Muitos podem achar que é pouco tempo, mas só nós entendemos dos nossos sentimentos. Há um mês, tudo começou. Daqui um mês, vamos, enfim, nos encontrar pessoalmente. Um mês, tão pouco tempo, se formos pensar no início do nosso relacionamento; mas ao mesmo tempo, um mês parece ser muito tempo quando penso que é o tempo que vai demorar para nos vermos.



Sempre gostei da minha própria companhia e da minha presença. De ficar em silêncio refletindo sobre quem eu sou. Não consigo entender pessoas que não conseguem ficar breves instantes sozinhas, ao seu próprio lado. Como diria o filósofo Sartre: “Se você sente tédio quando está sozinho, é porque está em péssima companhia.” E eu não tenho do que reclamar da minha própria companhia.
Gosto de sair, de estar acompanhada, de me divertir. Gosto de conversar e de estar rodeada de pessoas. Mas também gosto de ficar sozinha com meus próprios pensamentos ou de sentar no chão da minha varanda, com as costas encostadas na parede, apenas para ouvir o barulho da chuva que cai lá fora.


Ela tem 25 anos de idade, mas com aparência de 15 e alma de 35. Já lhe disseram que ela é uma “menina-mulher”, por ser delicada, ingênua e sonhadora como uma menina, mas dedicada, madura e batalhadora como uma mulher. Ela é uma contradição em si mesma, às vezes tem jeito de criança, em outros momentos, é séria e tem firmeza naquilo que faz. Sente necessidade de ser protegida, mas se orgulha da sua independência.
É apaixonada por livros, sempre foi, desde criança. E sua maior paixão foi, é e sempre será, a saga Harry Potter, foi ali que aprendeu ensinamentos que leva até hoje para sua vida, é potterhead de corpo e alma. E ela gostaria que todas as pessoas percebessem a importância da leitura para o crescimento pessoal. Também é apaixonada por seriados, está sempre a procura de novos vícios, mas Friends sempre vai ser aquela série que ocupa o maior espaço em seu coração, ri com cada cena, mesmo que já tenha assistido ao mesmo episódio diversas vezes.
Foi por causa dos livros que adquiriu outra paixão: a de escrever. Gosta de colocar seus sentimentos no papel, é através de seus textos que consegue expressar suas angústias e seus anseios ou colocar sua imaginação para funcionar.



Ela acreditava que tudo estava bem, não tinha do que reclamar. Percebia um bom relacionamento com todos a sua volta, sua carreira ia muito bem, era sempre elogiada. Tudo parecia estar no trilho certo. Mas isso era bom demais para ser verdade. Algo tinha que dar errado no meio do caminho. E ela desmoronou. Estava no topo e simplesmente caiu. Uma queda que lhe provocaria inúmeros hematomas e cicatrizes.