Eu tenho andado distraída, sem entender o que se passa ao meu redor, com tanta vontade de desistir, partir sem dizer adeus. As lágrimas caem no travesseiro, sinto que ninguém vai entender o que se passa comigo. Não consigo explicar essa dor que me sufoca, perco o ar, não consigo respirar. Tenho certeza de que, se eu partisse, ninguém sentiria minha falta, não faria nenhuma diferença. 
Eu percebo que não posso contar com ninguém, nunca fui prioridade, talvez eu sequer seja uma opção. Me sinto cada dia mais sozinha, o mundo tem desmoronado ao meu redor e eu sinto apenas que estou no chão, sem forças para levantar.



Eu tentei começar a escrever diversas vezes, mas meus sentimentos saem confusos toda vez que começo um novo parágrafo, já rasguei diversas páginas tentando fazer sentido a cada nova tentativa; mas meus sentimentos por você nunca tiveram clareza, eu nunca soube entender o que acontecia comigo quando estávamos juntos e o que me fez gostar de você.
Pode ter sido o jeito como você me olhava ou a maneira como você mexe no cabelo. Talvez tenha sido o seu sorriso ou a forma como meu coração bate quando você me abraça. Quem sabe a maneira como você me tratava ou como me fazia feliz só por estar ao seu lado.
Me recordo de cada momento que passamos juntos e de como tudo aconteceu. Como tivemos momentos felizes e como tudo desmoronou. Eu não consigo entender o que aconteceu, onde foi que eu errei e como tudo saiu do nosso controle.



Eu cansei de relacionamentos vazios e superficiais, cansei de ser usada e jogada fora, cansei de não ser amada. Com o passar do tempo, é possível perceber que o amor não é feito para todos, que alguns vão ter relacionamentos felizes e duradouros, enquanto outros, permanecerão sozinhos.
E talvez esse seja meu caso, talvez eu tenha nascido para realizar conquistas pessoais, mas não para ter alguém com quem compartilhar os bons e maus momentos. Meus projetos profissionais tem dado certo, mas os planos afetivos nunca prosperaram. Já tive amores que achei que seriam para sempre, mas foram passageiros e o sentimento não foi recíproco.
Quando estava a ponto de desistir, conheci você. Me lembro de ter sentido que você seria diferente de todos os outros, que com você, eu poderia, enfim, ser feliz. No início, você foi extremamente carinhoso e atencioso comigo, me fez sentir como se eu fosse única e especial. Mas quando você percebeu que havia me conquistado, o seu comportamento mudou. Você começou a agir de maneira estranha, se tornou frio e distante. Deixou de prestar atenção em mim, simplesmente foi embora, sem olhar para trás...



Não sei escrever sobre você. Não consigo colocar em palavras toda a confusão de sentimentos que existe em mim por sua causa. Eu lembro da primeira frase que você me falou: "Você é muito bonita". Eu lembro da primeira vez que a gente se viu e o quanto eu tentei disfarçar que sou desastrada e não consegui evitar de derramar o copo de cerveja na mesa. Eu lembro de cada detalhe e espero nunca esquecer.



Quando ela tinha apenas 10 anos de idade, seu primo lhe deu uma cachorra como animal de estimação, seus pais não concordaram muito com a ideia, mas acabaram aceitando o presente para a menina, visto a felicidade estampada em seu rosto. Ela cuidou do filhotinho durante todo o percurso até sua casa. Deu-lhe o nome de Catita, pois havia ouvido uma história em que uma cachorra havia salvo seu dono do ataque de um cachorro pitbull, e sentia como se essa cachorrinha também fosse lhe salvar de alguma forma.
Catita animava seus dias, era responsável pela menina sorrir mais nos últimos dias, chegava da escola e ia correndo brincar com sua cachorrinha, todos a elogiavam por sua beleza, principalmente por ser um animal de raça, mas isso não importava para a menina, o mais importante era a felicidade que ela lhe trazia.
Toda manhã, quando a mãe da menina não conseguia acordá-la, pedia para que Catita fizesse isso, a mesma pulava na cama da menina até ela acordar, as duas se cumprimentavam e ambas voltavam a dormir, abraçadas uma na outra.




Constantemente eu me sinto sozinha, como se não tivesse ninguém para conversar ou me apoiar. É um sentimento que não desejo pra ninguém, é algo doloroso, que aperta meu peito e sufoca minha alma. Eu não consigo explicar o que se passa dentro de mim, me vejo perdida entre pensamentos desconexos e uma confusão de sentimentos. Tento entrelaçá-los, para fazer com que façam sentido, mas é algo que parece ser impossível. Preciso de ajuda para lidar comigo mesma, mas não sei onde procurar. Sequer sei se vale a pena procurar ajuda, penso que talvez seja melhor deitar em minha cama e não acordar mais. Sei que ainda tenho muito o que viver, é o que todos dizem, mas tenho medo de como será meu futuro, pois meu presente tem sido solitário.

Perdida entre lápis e papel, eu tento escrever uma canção, dessas que se tornam memoráveis e a “música-tema” de tantos casais. Tento colocar no papel tudo aquilo que sinto, já que não encontro palavras para dizer. Gostaria que você pudesse ler meus pensamentos quando estamos juntos, assim seria mais fácil pra você entender o que é estar no meu lugar, pois uma música não seria suficiente para expressar o que tenho dentro de mim.


Eu me chamo Olivia e sou novata neste colégio e nesta cidade. Meu pai recebera uma promoção no emprego e eu tive que deixar para trás, meus amigos e meu namorado, Scott. Eu ainda estou no Ensino Médio, mas meu namorado já começou a faculdade, está cursando Jornalismo, estamos juntos há dois anos e tenho medo do que o futuro possa reservar para o nosso relacionamento, a distância pode ser um empecilho para nós.
Tenho 15 anos, o que significa que não é fácil conquistar novos amigos, principalmente porque eu tenho um jeito peculiar de ser. As pessoas se importam com a minha aparência, mas não é pela minha beleza que eu quero ser lembrada, prefiro ser reconhecida pela minha inteligência. Sempre fui uma aluna dedicada e espero continuar assim. Sou extremamente insegura, tanto nos estudos quanto na vida de modo geral, tenho receio de não alcançar meus objetivos e isso me atormenta todos os dias. Não costumo confiar nas pessoas que estão ao meu redor, outro motivo para me fazer acreditar que não terei amigos por aqui.


É engraçado o quanto as pessoas acham que sabem sobre minha vida, o que devo ou não fazer, o que é certo ou errado, parecem que querem saber mais do que eu. Julgam minhas atitudes através do que elas consideram moral ou imoral, acreditam que a opinião delas está acima da minha.
Quando corto o cabelo, dizem que ele ficava melhor quando estava comprido; se engordo alguns quilos, mandam eu me cuidar; estou solteira e insistem que eu devo encontrar alguém para namorar. São tantos exemplos, que me sinto cansada só de pensar.
É como se cada decisão que eu tomar não será boa o suficiente, sempre vai ter alguém para me julgar e tentar me convencer de que estou errada. Não consigo entender essa insistência em me fazerem acreditar que sou insuficiente. Não tenho nada de bom? Será que sou uma fracassada?


Querido,

Já fui uma menina boba, dessas que acreditam em príncipes encantados e contos de fadas. Tive boas experiências, amores que acreditei que seriam para sempre. Sempre que conheço alguém, fico na expectativa de que seja o meu “para sempre”. Conheci homens interessantes, em todos os aspectos, seja na personalidade ou no modo de lidar comigo; seja no afeto ou no sexo. Mas todos foram passageiros.
Eu sei que, quando te encontrar, algo vai me mostrar que você é o homem ideal, o homem pelo qual eu sempre esperei. Não espero alguém perfeito, pois sei que isso não existe, apenas espero você com todas as suas imperfeições. Espero que você também aceite os meus defeitos e as minhas chatices.
Tomara que a espera não seja longa, pois temo deixar de acreditar no amor antes de você chegar. As decepções amorosas foram fazendo com que eu me tornasse mais cética e cada vez tem sido mais difícil acreditar que um dia você vai chegar.


Eu cresci e tantas coisas mudaram. Sempre fui muito ingênua, acreditava em contos de fadas e no bem das pessoas. As decepções que encontrei pelo caminho, fizeram com que eu mudasse meus pensamentos. Não sou mais tão boba, e vejo tudo de forma diferente. Deixei de acreditar no príncipe encantado, mas agora também desacredito do amor. Eu sofria por ser tão imatura e confiar tanto nas pessoas, mas agora sofro por ter me tornado mais fria e não conseguir mais confiar.


Ela tem 25 anos de idade, mas com aparência de 15 e alma de 35. Já lhe disseram que ela é uma “menina-mulher”, por ser delicada, ingênua e sonhadora como uma menina, mas dedicada, madura e batalhadora como uma mulher. Ela é uma contradição em si mesma, às vezes tem jeito de criança, em outros momentos, é séria e tem firmeza naquilo que faz. Sente necessidade de ser protegida, mas se orgulha da sua independência.
É apaixonada por livros, sempre foi, desde criança. E sua maior paixão foi, é e sempre será, a saga Harry Potter, foi ali que aprendeu ensinamentos que leva até hoje para sua vida, é potterhead de corpo e alma. E ela gostaria que todas as pessoas percebessem a importância da leitura para o crescimento pessoal. Também é apaixonada por seriados, está sempre a procura de novos vícios, mas Friends sempre vai ser aquela série que ocupa o maior espaço em seu coração, ri com cada cena, mesmo que já tenha assistido ao mesmo episódio diversas vezes.
Foi por causa dos livros que adquiriu outra paixão: a de escrever. Gosta de colocar seus sentimentos no papel, é através de seus textos que consegue expressar suas angústias e seus anseios ou colocar sua imaginação para funcionar.



Ela acreditava que tudo estava bem, não tinha do que reclamar. Percebia um bom relacionamento com todos a sua volta, sua carreira ia muito bem, era sempre elogiada. Tudo parecia estar no trilho certo. Mas isso era bom demais para ser verdade. Algo tinha que dar errado no meio do caminho. E ela desmoronou. Estava no topo e simplesmente caiu. Uma queda que lhe provocaria inúmeros hematomas e cicatrizes.



Ela se lembrava de como era inocente quando era mais jovem. Na sua infância lia contos de fadas e acreditava que teria uma história de amor como os das princesas, encontraria alguém de forma inesperada, esse seria o amor de sua vida e viveriam felizes para sempre. Quando se apaixonou pela primeira vez, imaginou que o destino havia colocado a pessoa certa no seu caminho e naquele momento não teria mais com o que se preocupar.


Você me olhava com carinho e me dizia palavras doces. Parecia realmente se importar comigo, me escutava e queria saber de mim, das minhas dúvidas, dos meus anseios, dos meus planos, do que eu queria para o futuro. Você me abraçava e o tempo parava ao meu redor. O seu abraço era o meu mundo. Não queria sair dos seus braços, porque o mundo era perigoso e com você, eu me sentia segura, me sentia acolhida. Você cuidava de mim, me protegia. O teu beijo na minha testa era a melhor parte do meu dia. Saber que no fim do dia eu te encontraria era o que me fazia suportar cada momento ruim. Eu esperava pela hora em que deitaríamos juntos, lado a lado, você entrelaçaria teus dedos aos meus e sussurraria aos meus ouvidos. Você tinha uma maneira engraçada até de me fazer carinho. Apertava minha orelha e meu nariz e isso era algo só seu, exclusivo. Lembro de apoiar minha cabeça no teu ombro e ficar te admirando enquanto você sorria pra mim. Mas tudo isso acabou. Acabou no momento em que eu descobri quem você realmente era.




Eu não lembro a primeira pessoa que me decepcionou, também não lembro qual foi a situação ou como a superei. Talvez eu não lembre porque a vida me ensinou que guardar mágoas das pessoas só vai fazer mal a mim mesma e eu aprendi que o perdão é necessário, não apenas para a pessoa que o receba, mas principalmente para a pessoa que o dá. Quando a gente perdoa, ficamos em paz, e aquilo que nos machucava já não tem mais importância. Mas nem sempre é fácil perdoar, às vezes demora para que a gente consiga superar o mal que nos fizeram.




Depois de vivenciar uma crise atrás de outra, resolvi recuar. Senti a necessidade de observar o que acontecia ao meu redor. Analisar as pessoas que me cercam e as situações que estou vivendo. Eu precisava disso: parar um pouco. Parar de me preocupar. Parar de querer sempre ter o controle da situação. Essa necessidade de querer que as coisas aconteçam da forma como eu desejo estava me deixando louca. A frustração, a ansiedade e a tristeza, estavam tomando conta de mim. Não podia mais suportar isso. E eu parei.
Deixei todos os sentimentos negativos largados em um canto e resolvi refletir sobre o que estava acontecendo. Foi difícil no começo. Dei-me conta de coisas que não queria aceitar (e talvez ainda não aceite). Mas agora eu consigo respirar aliviada. Respiro aliviada porque agora entendo melhor o que está acontecendo e posso seguir em frente. Estou lidando melhor com tudo isso, aceito que não posso ter controle sobre tudo e mudei minha forma de agir naquilo que foi necessário. É incrível que, ao fazer isso, tudo mudou. Eu mudei, minha relação com as outras pessoas mudou, minha vida mudou. Mudou para melhor.




Me sinto em um turbilhão de sensações, acho que estou em crise existencial. Mas não faz sentido eu vivenciar uma crise justamente nesse momento da minha vida, sou tão nova, e ao mesmo tempo, sinto que sou tão velha. Aos vinte e poucos anos é como se nada fizesse sentido. Se já estou assim agora, imagina quando chegar aos trinta? Eu quero tudo, vivenciar a vida na maior intensidade possível, aproveitar os estudos, o trabalho, as festas, as viagens, tudo o que a vida puder me oferecer; mas ao mesmo tempo não quero nada, quero apenas dormir, porque sinto como se não tivesse forças para continuar e não vou ter tempo para alcançar tudo o que desejo. Sinto como se precisasse correr contra o tempo para fazer tudo o que preciso.
Tenho a sensação de que todos a minha volta estão com uma vida melhor, mesmo que estejamos na mesma faixa etária. E não sei o que há de errado. Vejo antigos colegas de escola se casando e percebo que tudo deu errado na minha vida amorosa. Não que meu objetivo de vida seja o casamento, mas sinto que a vida poderia ser melhor se eu tivesse encontrado a pessoa certa pra mim, poderia ter alguém para compartilhar a vida, mas eu não tenho. Como os outros conseguem viver um bom relacionamento, menos eu? Será que eu tenho algum problema? Qual o sentido de ainda não ter encontrado uma boa pessoa? Provavelmente, o problema sou eu. Vejo amigas com seus lindos bebês, o que me desperta a vontade de ser mãe, mas fico na dúvida se seria boa nisso. Todos os que conheço fazem viagens melhores do que eu e parecem viver situações muito mais interessantes do que eu. É como se a vida de todos estivesse dando certo e eu estivesse parada no tempo.




Eu gostaria de entender o que deu errado. Onde foi que eu errei. Em que momento eu te perdi. Achava que ficaríamos juntos para sempre, a gente tinha tudo para dar certo, mas em algum momento isso se acabou. Você foi se afastando de mim aos poucos e eu não consigo entender como eu deixei isso acontecer. Quanto mais você se afastava, mais eu tentava te trazer de volta, e eu falhei em todas minhas tentativas, porque você nunca quis voltar. Eu forçava sua presença, mas você queria ir embora. Eu me humilhava para ter um pouco da sua atenção, eu te dava todo meu amor para ter migalhas vindas de ti. Você demonstrava não estar mais interessado, mas eu insistia. Insistia porque preciso de você. Talvez meu maior erro seja esse: ter necessidade de você. Acho que os meus sentimentos se tornaram doentios, e não sei se a culpa disso é minha ou sua. 
Fico completamente enciumada ao ver você com outras pessoas, me destrói ver que você encontra felicidade com outra e não comigo. Meu ciúme acabou comigo e tirou você de mim. Você foi embora e eu fiquei. Fiquei e sinto falta de você. Falta dos nossos momentos juntos, de acordar e ter você ao meu lado, de ver seu sorriso, de brincar com seu cabelo, de você por inteiro. Você foi embora e deixou a dor comigo, essa dor que eu não consigo aguentar, que sufoca meu peito e parece que vai explodir a qualquer momento.