Ela andava por Stars Hollow perdida em seus pensamentos, tinha acabado de sair da escola, onde tinha recebido a nota de uma prova em que não havia ido bem. Ouvira parte de uma conversa de duas garotas que estavam na mesma classe que ela, uma delas, Rory era seu nome, comentava que estava indo para Chilton, uma escola particular conceituada, e ela só conseguia imaginar o quanto essa garota tinha sorte. Era uma das garotas mais inteligentes que ela conhecia, sonhava um dia em ter a mesma inteligência.
Sentara em um banco qualquer, queria terminar de ler seu livro da Jane Austen antes de ir para sua casa, sabia que quando chegasse, sua mãe lhe daria diversas broncas por seu resultado na prova. Nunca havia tido uma boa relação com a mãe, a mesma implicava com tudo, mesmo o que havia de mais simples era motivo para que esta ficasse nervosa e a deixasse de castigo. Via de longe Lorelai, mãe de Rory, que parecia ser uma mãe tão incrível, que sempre compreendeu Rory e tentava fazer com que tudo desse certo. Mãe e filha pareciam ter uma relação de afeto, união, compreensão e amizade, algo que ela nunca teve com sua mãe. Lorelai é uma pessoa extremamente engraçada e sempre a fez rir nas poucas ocasiões em que se encontraram.


Ela era extremamente reservada, já havia sofrido demais em seus relacionamentos anteriores e se tornava cada dia mais fechada. Não acreditava que poderia encontrar alguém que lhe fizesse feliz. Não acreditava mais no amor. Achava que viveria sozinha, sem ter alguém com quem compartilhar suas vivências e experiências. Não tinha esperança de encontrar alguém. Toda vez que tentou confiar em alguém, foi enganada e partiram seu coração. Não tinha mais vontade de procurar, não valia a pena tentar novamente. O frio tomou conta de seu coração.
Ele sonhava em ter alguém ao seu lado, mas ainda não havia encontrado a pessoa certa para esse objetivo. Estava à procura do amor, já havia tentado outras vezes, não dera certo em nenhuma delas, mas ainda tinha esperanças e acreditava que logo as coisas dariam certo para si. Ele tinha pressa para que isso acontecesse. Seu coração era quente e cheio de amor para dar.


Você apareceu e me encantou logo no primeiro momento. Sua maneira de falar comigo, o jeito carinhoso com que você me tratava, parecia ser alguém diferente, alguém que valia a pena. Você me falava sobre seus sofrimentos, que não tinha sorte no amor, que achava que não daria certo com ninguém. Eu acreditei em você, quis te consolar. Você me tocava com suas palavras, fazia com que eu quisesse estar perto de você. Quando você me abraçava, não queria mais sair de seus braços. Parecia algo mágico. Parecia que a felicidade, enfim, estava batendo na minha porta.


A vida nos prega peças engraçadas, quando menos esperamos, algo inesperado acontece. No meu caso, o que aconteceu foi você. Uma simples rede social, que as pessoas costumam utilizar apenas para compartilhar fotos, notícias ou opiniões. E foi nessa rede social que eu te encontrei. Foi por acaso, sem pretensão, que a nossa história surgiu.
Não imaginava que um mês poderia mudar tanto minha vida. Você surgiu e a minha vida mudou. Muitos podem achar que é pouco tempo, mas só nós entendemos dos nossos sentimentos. Há um mês, tudo começou. Daqui um mês, vamos, enfim, nos encontrar pessoalmente. Um mês, tão pouco tempo, se formos pensar no início do nosso relacionamento; mas ao mesmo tempo, um mês parece ser muito tempo quando penso que é o tempo que vai demorar para nos vermos.



Sempre gostei da minha própria companhia e da minha presença. De ficar em silêncio refletindo sobre quem eu sou. Não consigo entender pessoas que não conseguem ficar breves instantes sozinhas, ao seu próprio lado. Como diria o filósofo Sartre: “Se você sente tédio quando está sozinho, é porque está em péssima companhia.” E eu não tenho do que reclamar da minha própria companhia.
Gosto de sair, de estar acompanhada, de me divertir. Gosto de conversar e de estar rodeada de pessoas. Mas também gosto de ficar sozinha com meus próprios pensamentos ou de sentar no chão da minha varanda, com as costas encostadas na parede, apenas para ouvir o barulho da chuva que cai lá fora.