Querido,

Já fui uma menina boba, dessas que acreditam em príncipes encantados e contos de fadas. Tive boas experiências, amores que acreditei que seriam para sempre. Sempre que conheço alguém, fico na expectativa de que seja o meu “para sempre”. Conheci homens interessantes, em todos os aspectos, seja na personalidade ou no modo de lidar comigo; seja no afeto ou no sexo. Mas todos foram passageiros.
Eu sei que, quando te encontrar, algo vai me mostrar que você é o homem ideal, o homem pelo qual eu sempre esperei. Não espero alguém perfeito, pois sei que isso não existe, apenas espero você com todas as suas imperfeições. Espero que você também aceite os meus defeitos e as minhas chatices.
Tomara que a espera não seja longa, pois temo deixar de acreditar no amor antes de você chegar. As decepções amorosas foram fazendo com que eu me tornasse mais cética e cada vez tem sido mais difícil acreditar que um dia você vai chegar.


Você queria um relacionamento e eu ainda não estava preparada para isso. Ou, talvez até estivesse, mas você surgiu no momento errado ou não fosse a pessoa certa pra mim. Quando nos conhecemos, eu estava indo embora, estava prestes a mudar de emprego e de cidade. Você foi gentil, tentou me convencer a ficar, mas não havia mais volta. Eu precisava de um recomeço, você demonstrou entender e ainda assim, queria estar comigo. Mas eu não podia me arriscar em um namoro à distância, eu precisava de contato e de afeto.


Sinopse:

Todas as manhãs Rachel pega o trem das 8h04 de Ashbury para Londres. O arrastar trepidante pelos trilhos faz parte de sua rotina. O percurso, que ela conhece de cor, é um hipnotizante passeio por galpões, caixas d’água, pontes, casebres e aconchegantes casas vitorianas.
Em determinado trecho, o trem para no sinal vermelho. E é de lá que Rachel observa diariamente a casa de número 15. Obcecada com seus belos habitantes – a quem chama de Jess e Jason –, Rachel é capaz de descrever o que imagina ser a vida perfeita do jovem casal. Até testemunhar uma cena chocante, segundos antes de o trem dar um solavanco e seguir viagem. Poucos dias depois, ela descobre que Jess – na verdade Megan – está desaparecida.
Sem conseguir se manter alheia à situação, ela vai à polícia e conta o que viu. E acaba não só participando diretamente do desenrolar dos acontecimentos, mas também da vida de todos os envolvidos.

Autora: Paula Hawkins
Páginas: 378


Nunca quis lidar com conflitos, sempre achei que manter a paciência era o melhor que se poderia fazer. Brigas, desentendimentos, discussões, adversidades: nunca quis isso para a minha vida. Achava que o melhor era manter a paz.
Mas com o tempo, tudo foi mudando. Fui aprendendo com as experiências e com os obstáculos que foram colocados no meio caminho. Aprendi que nem sempre vamos ter aquilo que desejamos, nem sempre nossos objetivos darão certo, nem sempre as relações se manterão.


Eu cresci e tantas coisas mudaram. Sempre fui muito ingênua, acreditava em contos de fadas e no bem das pessoas. As decepções que encontrei pelo caminho, fizeram com que eu mudasse meus pensamentos. Não sou mais tão boba, e vejo tudo de forma diferente. Deixei de acreditar no príncipe encantado, mas agora também desacredito do amor. Eu sofria por ser tão imatura e confiar tanto nas pessoas, mas agora sofro por ter me tornado mais fria e não conseguir mais confiar.